segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Satyam Shivam Sundaram

Não, não estou a gaguejar, nem tão pouco estou possuída por um demónio desconhecido. Finalmente, posso gritar ao mundo “Eureka”. Passados 20 anos encontrei o filme indiano que marcou a minha infância (ou antes, a minha adolescência, mas vamos supor que não tenho tantos anos assim…).

Não julguem que eu me recordava do nome do filme, até porque se me recordasse, certamente não demoraria tanto tempo a encontrá-lo. Depois de escrutinar toda a filmografia do Amitabh Bachchan (sim, porque com aquela idade, para mim todos os indianos eram iguais) sem qualquer sucesso, e após várias tentativas frustradas de resumir o argumento do filme, no motor de busca do Google, em várias línguas (português e inglês – é plural, é o que conta), eis que finalmente descobri que aquele “indiano manhoso” era o Shashi Kapoor. Tudo bem, que agora o senhor já leva uns anos na conta, mas aqueles olhinhos de carneiro mal morto, fizeram-me suspirar quase tanto quanto suspirei pelo Patrick Swayze, no Dirty Dancing (Lá vai a Paula dizer que sempre tive mau gosto, no que diz respeito ao sexo oposto. Mas minha linda, antes do Gerard Butler já existia mundo)

Na altura apaixonei-me pela história e pela música, que cantava incessantemente (o mesmo está a acontecer desde ontem, data da minha redescoberta). Confesso que na altura só conseguia proferir uns “ahyaammm xivamm undarammmmmmmm”, e que após estes anos todos descobri que afinal os sons correctos seriam “Satyam Shivam Sundaram”. Oh Deus, espero que nenhum miúdo/graúdo indiano se tenha cruzado comigo naquela altura… Os vizinhos bem se queixavam, mas eu não dava tréguas. Longos foram os dias dos “hamms, hemmms e hummmms”, pelo menos para a vizinhança.

Entretanto, passei pela fase do amadurecimento (gosto de pensar assim), sem nunca esquecer o cinema indiano, até que descobri o Salman Khan, aí passava a salame e whisky, dia sim, dia sim senhor (mas isso é uma história que terá de ficar para outra oportunidade).

Acontece que ontem, precisamente, e como já referi, sacrifiquei o meu domingo em busca deste filme, altamente dramático, que provavelmente foi o responsável pela destruição dos meus sonhos musicais. Mas não vou deprimir.

Encontrei-ooooooo e vou vê-lo e ouvi-lo incessantemente, apesar de saber que daqui a uma semana já estarei farta de o ver, de o ouvir e de o cantar (ou tentar).

A todos aqueles que têm 3 horas disponíveis, aconselho-os a ver esta obra-prima, que “só” dura 2h40, mas os restantes 20 minutos já estou a contabilizar para a limpeza das lágrimas e das bogas (como se diz na minha terra).

Deixo-vos com a música da Lata Mangeshkar, que acredito me fez perder alguns amigos, mas com a certeza de que fiquei com aqueles que valem a pena (ou não..)


segunda-feira, 13 de junho de 2011

“Piquetón” Mágico

Não vai há muito tempo só se falava no piquetón da Catalunha, até que o próprio Gerard Piqué teve que vir mostrar um pouco da sua “humildade” ao dizer que não tem problemas de tamanho, mas que as calças abonavam a seu favor (se é que me entendem).

Acontece que depois de tanto alarido o Piquétin fez das suas, pois agora diz-se que a sua “rabiosa”, pode estar a gerar um piquézito…

A Srª Dª Shakira (e não estou a falar da cadela da irmã da Juju) depois de milhares e milhares de anos a namorar lá com o filho do ex-Presidente da Argentina, Fernando de la Rua, e segundo reza a lenda, depois de ter sido traída por todos os seus ex-namorados, parece que encontrou finalmente aquele que será o “padre de su hijo” (cuidado porque está escrito em espanhol).

Se fosse na minha aldeia, as senhoras muito “sábias” já estariam a conjecturar uma série de hipóteses para o acontecimento do século, mas como eu já saí da minha aldeia há muito tempo, e não sou cá dada a especulações (ihihihih), vou deixá-las ao vosso critério.

A mim só me resta aguardar para ver o que resulta do cruzamento de uma rabiosa e de um piquetón. ;)

Deixo-vos com a foto dos 2 depois de descobrirem a dita gravidez…









sexta-feira, 10 de junho de 2011

Adeus a este.. Olá a aquele...




Depois de passar o dia a ouvir Adele (incessantemente), e depois de já ter o cérebro que mais parece um daqueles gira-discos de vinil, decidi partilhar o meu poema preferido, tanta é a melancolia, que um "Adeus" é perfeito para rematar este meu estado de espírito.
E também porque não quero que digam que eu só escrevo baboseiras, pois há outros que também as escrevem. Por isto e por aquilo deixo-vos um poema de Eugénio de Andrade:

"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus."

sábado, 21 de maio de 2011

Portuguese Palette...



A estreia do ano é aqui, passados 5 meses, ressurgida da ressaca do fim de ano. Nem vou falar de ausências pois já sou uma perita em desleixos e afins, mas finalmente decidi-me a vir falar de trivialidades, desprovidas de qualquer sentido, como é já habitual nas minhas escassas intervenções, neste meu verde Muro das Lamentações.
Acontece que estou com um problema gravíssimo (daqueles que só as mulheres têm). Preciso de acessórios para um vestido que comprei, para uma determinada ocasião, e acontece que a oferta é tanta que acho que acabei por me desmembrar, de tão dividida que estou neste momento.
Ditam as tendências que esta Primavera/ Verão obriga a utilização de uma cor forte, nem que seja um apontamento, para cortar a monotonia do vestido, e só Deus sabe como ele é monótono, ou não fosse preto. Acontece que o meu bolso resolveu contrariar as tendências e obriga o aproveitamento de outros acessórios esquecidos no armário, repletos de pó e teias de aranha (digamos que esta expressão serve para dar um tom mais dramático à questão).
Contudo, neste momento estou a tentar travar este confronto entre o “Dr. Jekyll e o Mr. Hyde”, para ver se consigo chegar a um consenso, e não adianta pedir opinião a nenhum homem porque são tão básicos, que para eles o azul é igual ao amarelo.
Quando questionei o único homem que poderia eventualmente dar-me uma opinião mais neutra, e lhe disse que estava a pensar usar acessórios em roxo (para fazer uma repescagem ao meu guarda-roupa), a única informação que consegui ouvir foi “Ai que horror, vais parecer uma bruxa”. Mas como eu não dou parte fraca, nem aqui nem em qualquer outra parte do mundo, vou mesmo de roxo, até porque sou eu que dito as tendências (pelo menos as minhas).
E TU, que ousaste impedir-me com esse comentário viperino, bem te podes roer, porque a minha próxima combinação será azul e vermelho (if you know what i mean). Agora que já libertei esta tóxica frustração, despeço-me com um até já (a ver vamos, só espero que não seja até pró ano)!!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Ho Ho Ho


Volvido mais de meio ano desde a minha última actualização, cá estou eu de regresso, com a lingua afiada, ou antes com as unhas bem limadas, para dizer... nada.
Se não me esforço a sério e crio um "mybook" nunca mais vou ser eleita a figura da revista time do ano. Confesso que o meu ainda virtual concorrente "facebook", tem tomado muito do meu tempo, do pouquinho que sobra depois de um atarefado dia de trabalho.
Mas quando fazemos o mesmo percurso todos os dias, o nosso cérebro além de não se exercitar, corremos o risco de perder o comboio das novidades.
Aconteceram de facto algumas coisas neste longo período de ausência, mas a preguiça apoderou-se de mim, de tal forma que realmente consigo perceber porque é que o pecado capital dos nativos de caraguejo é, efectivamente, a preguiça.
Contudo, não poderia deixar passar em branco a época que se avizinha, com os campos pintados de branco (pelo menos é assim que os vemos depois de uma noite de copos) as luzinhas a piscar (sejam elas quais forem), e o coro de Santo Amaro de Oeiras a cantar em toda e qualquer esquina.
Caros cidadãos (as minhas 4 amigas, que provavelmente já se esqueceram que este blog existe), sinto o espírito natalício a correr-me nas veias, como se de autêntico plasma se tratasse, e como tal venho desejar-vos um Feliz Natal, e aproveito já para deixar os meus votos de Feliz ano Novo, porque certamente estarei muito ocupada (not).
Vemo-nos por aqui, espero que dentro em breve.

sábado, 24 de abril de 2010

Feliz aniversário Marisa


Que irmã desnaturada, mas mais vale tarde que nunca... Parabéns MARISA, atrasados no meu blogue, mas felizmente o telemóvel é mais eficiente, e à meia noite e um minuto já lá estava uma mensagem minha, no outro lado do Atlântico.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Eu já toquei no urso da natura...


Quem é que nunca tocou no urso da Natura? Quem é que nunca posou ao lado daquele winnie the pooh, em versão maiúscula e castanha?
Pois bem, podem achar estranho de repente ter-me lembrado do “velhinho” urso da Natura, mas descobri muito recentemente, que no facebook há um grupo que se denomina “Eu já toquei no urso da Natura”. E eu apesar de não ter aderido ao grupo, confesso: Eu já toquei no urso da Natura! O que me fez também recordar uma expressão muito usada na Madeira “Tu és como o vilão, não vês sem tocar com a mão”.
Em perseguição do grande winnie, lá descobri que a natura é uma loja espanhola, malditos sejam los espanholes, que nos encantaram com o seu urso gigante, peludo, e de barriguinha proeminente.
Uma questão que me coloco, é a do transporte do urso. Será que é desmontável, ou tiveram que o carregar assim naquele “tamanhinho biquini” para todas as lojas?! Como será que o levaram para a Madeira, de barco ou avião? Terá sido com certeza uma grande aventura.
O que eu sei é que quase todos os shoppings têm uma natura, e todas as naturas têm o seu urso, mais limpo, mais sujo, com peladas ou já sem língua, o nosso urso mantém-se qual porteiro, firme e hirto, no seu posto de trabalho. Já ouvi comentários a dizer que o urso tem cara de enjoado, ó gente cruel…
Bem sei que o malfadado urso é espanhol, mas nós adoptámo-lo com tanto carinho, que o queremos só para nós. Ir ao shopping e não ver o urso da Natura, é como ir a Roma e não ver o Papa, é como ir ao Egipto e não ver as pirâmides, é como ir a Paris e não ver a Torre Eiffel… E obviamente, é obrigatório gravar o momento para a posteridade, porque os nossos, netos e bisnetos merecem conhecer o famoso urso da Natura!