Maitês à parte, estou de volta para falar-vos de coisas bem mais interessantes. Hoje deparei-me a pensar, entre outras coisas, nos meus tempos de infância, a idade da inocência, já há muito perdida.
De tudo o que fiz na minha infância a memória que permanece mais forte é a dos “macaquinhos”, como lhes chamava na altura. Os miúdos de hoje, da denominada “geração y”, gostam de chamar-lhes desenhos animados, julgam-se mais espertos, mas o que eles têm hoje é lixo comparado com o que eu via na minha altura, há muitos anos atrás, confesso.
Ó geração minha, renasçamos das cinzas os verdadeiros hits da animação. Querem comparar o shrek à Cinderela?? Nunca!! No meu tempo não se ensinava as crianças a arrotar, ou mesmo a libertar outros gases periféricos. No meu tempo ensinava-se sim as crianças, principalmente as meninas, que quando crescessem deviam ir aos bailes e voltar antes da meia-noite, mas não sem antes perder um sapato pelo caminho. E nós, público facilmente iludível, acreditávamos e fomos crescendo com a ideia de que haveria um princípe encantado que um dia iria surgir, com um daqueles milhares de sapatos perdidos.
Pois bem, tudo isso era ilusão, nem princípe, nem sapatos, mas pelo menos crescemos felizes, ao contrário destes miúdos que só gostam de dragon balls (nada de segundas interpretações, já bem basta o verdadeiro significado).
Mas vou deixar-me de lamúrias, que ultimamente já nem faço outra coisa a não ser me queixar. Não vim falar-vos só da cinderela, vim falar-vos da frisadinha, uma sex symbol da minha altura, a famosa professora da carrinha mágica, que tanto me ensinou. A minha vida sem aquela carrinha, certamente não seria a mesma coisa. Os miúdos só falam no noddy, mas o noddy é uma fraude, porque o miúdo também bombava na minha época (na RTP Madeira é claro, no continente devia passar na RTP 2), só que entretanto o miúdo nunca mais cresceu, e agora voltou para fazer furor entre a pequenada.
Ai que saudades dos meus “macaquinhos”, da minha “madalena”, confesso que só me lembro destes desenhos animados porque passavam ao sábado e sempre na hora de eu comer uma cornucópia recheada de chantily. Da minha “Jenny Jenny atira a tua bola com força, Jenny Jenny, nem sabes onde podes chegar…” , já não se fazem genéricos como antigamente, aliás agora fazem-se genéricos para evitar que as pessoas pensem nos genéricos que passam hoje nas nossas televisões.
Well, me voy retirar porque já são horas de xonar. Deixo-vos aqui com uma musiquinha do meu tempo. E durmam todos muito bem…
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Os meus macaquinhos
Publicada por sonia marote à(s) 23:45 1 comentários
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Dona Cuspidora
Apesar de me encontrar com uma nova crise de preguiça, ainda consegui reunir forças, tão grande é a minha indignação. Pois eu digo-vos, quem não se sente não é filho de boa gente.
Dirijo-me ao meu "piqueno" blogue, para mostrar a minha indignação contra a Dona Beija cuspidora. Essa senhora, que nem merece este titulo insultou o povo português, no qual obviamente me incluo.
Em colaboração com o programa brasileiro "saia justa", esta personagem disse que os portugueses são esquisitos, deixando mesmo a ideia de que são burros. Ups, mas ela também fala português, e não é genuína, logo é certo que além da "burrice inata", também deve sofrer de erosão cerebral.
Mas a cara dona não se ficou por aqui, no fim da reportagem, que fez em Lisboa, ainda teve a distinta lata de cuspir para uma das NOSSAS fontes. Quem é que essa senhora se julga?! Diz mal do nosso país e do povo português, que foi só o suficientemente esperto para zarpar à conquista do mundo, e não esqueçamos o Brasil, e ainda se arma em parvalhona e vem conspurcar o nosso património.
Espero muito bem, que essa dona cuspidora não se atreva a pisar novamente solo português, porque certamente terá um alvo desenhado na testa.
Para perceber esta minha indignação, nada melhor do que espreitar o vídeo da catatua.
Publicada por sonia marote à(s) 21:29 2 comentários
Etiquetas: Maitê Proença, Portugal, Saia Justa
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
I have a dream - Parte II

Martin Luther King Jr deve estar aos pulos no além com a atribuição do prémio Nobel da Paz a Barack Obama. O Martin teve o sonho e o Barack concretizou-o.
Não digo que o prémio não é merecido, até simpatizo com o senhor, com a sua aura serena e humilde (pelo menos parece), mas infelizmente até agora não fez outra coisa a não ser discursar. “Vamos acabar com as armas nucleares, vamos anular Guantanamo, vamos retirar as tropas do iraque… blá, blá, blá…World Peace”. Ao ouvir este tipo de discurso fico com uma sensação de dejà vu. Será que o senhor presidente dos Estados unidos está a usar o seu cargo para se candidatar a Miss Universo?! É que realmente este discurso já não é original, aliás já começa a tornar-se um pouco repetitivo, se o senhor não começa a mostrar trabalho, não há sopa de letras que lhe valha.
Dêm-lhe uma tiara, pois eu acho que o Nobel não é o suficiente, assim até pode ser que ele se lembre de fazer, realmente, alguma coisa.
Publicada por sonia marote à(s) 23:11 1 comentários
Etiquetas: Nobel da Paz, Obama
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Mulher prevenida vale por duas

O meu blogue está cada vez mais parecido com a minha "farmville", muito devastado. Confesso que a preguiça é o meu calcanhar de Aquiles, e estes dias não pude mesmo alimentar o meu petit blog, nada como fazer uma dieta forçada, é para o que está.
Mas falemos de coisas importantes, hoje decidi fazer uma breve aparição, porque preciso urgentemente de partilhar, não uma refeição, mas um pensamento que não desgruda da minha massa encefálica.
Tenho vindo a estudar o comportamento humano, e reparei que há dois acessórios que os humanos não largam - o guarda-chuva e os óculos de sol. Normalmente usam-se em estações distintas, mas estão sempre a postos para entrar em cena.
Os coitados nunca ganham pó, pelo menos aqui na minha zona de "estudo".
Que segredo poderão esconder os óculos de sol, além de umas terríveis olheiras?! Eu gostava mesmo de saber, será que os meus óculos de sol são diferentes de todos os outros?!
Em todo lado vejo pessoas de óculos de sol, é normal, mas quando eu digo em todo lado, é mesmo em todo o lado, nos túneis do metro e nos centros comerciais inclusivé. Eu acho que o sol ainda não consegue penetrar nestas áreas, e não percebo porque é que as pessoas poderão querer ver pior do que aquilo que já vêm. Mas se calhar, a minha capacidade de processamento é realmente reduzida e ainda não consegui ver a "luz".
Falemos agora do guarda-chuva, um acessório fundamental para dias precisamente chuvosos, mas que mal espreita uma nuvem no céu toda a gente o carrega, tenha 20 centímetros ou 1 metro (não a nuvem, mas sim o guarda-chuva).
Agora sei o que é que as pessoas mais temem, na realidade as pessoas não têm medo de bruxas, de assaltos ou de catástrofes, o que as pessoas mais temem é a chuva. Estejamos no Verão ou no Inverno, o guarda-chuva é um acessório imprescindível, mas aqui concordo plenamente, principalmente depois de saber que nos Estados Unidos se formou uma nuvem, com a urina de certos e determinados astronautas. Yak, Yak Yak, Yak ao infinito........ Guarda-chuva forever!!!
Só ando pr'aqui a escrever palermices, prometo que nunca mais reparo nestes pormenores sórdidos, porque se houve uma nuvem de urina, pode haver também uma luz imperceptível a olho nú. Portanto, a minha receita é andar de óculos de sol e de guarda-chuva, contra tudo e contra todos.
Publicada por sonia marote à(s) 22:59 2 comentários
