
Não julguem que vou escrever em espanhol, não, não, nada disso...
Estive desaparecida em combate mas "volvi", não prometo que fique por muito tempo, mas, será o suficiente para relatar-vos a minha última aventura, deste lado do rio.
Nada de excepcional, como de resto são todas as minhas “mini-aventurazinhas”, como eu gosto de lhes chamar.
A noite prometia ser de loucura estrondosa (Yahoooo..), mas não foi mais do que um Jantar de Natal, uma autêntica “Ceia de Cristo”, só nos faltava estar todas sentadas do mesmo lado. Porque nós somos piquenas simples, como diz uma amiga minha, pedimos um arrozinho de marisco, como já vem sendo hábito, de há 3 anos a esta parte. Super originais – SOMOS NÓS!!!
Mas para vos contar todos os pormenores, vou ter que rebobinar um pouco e contar-vos o dia desde o 1º minuto (escusam de bater palmas com a emoção).
7h da matina (ups é muito cedo), vá lá, 8h14 – Tropeço com “S” (vou tratá-la desta maneira) no metro, super congestionada, já não nos víamos há 3000 anos, mas cruzámo-nos logo na manhã do grande jantar. Estávamos entusiasmadíssimas e ansiosíssimas por trocar as nossas prendas de 3€ (confesso que foi uma tarefa dificil encontrar a minha prenda, mas não vou rebobinar mais do que isto, só vos posso dizer que cheirei muitas velas, até que passadas 5h e 54 minutos consegui escolher uma…). Disse-lhe que estava tudo nos conformes e tudo “on time”, para o nosso jantar há tanto aguardado.
10h26 – Primeiro percalço – Sou informada de que tenho que ficar até mais tarde, logo não vou conseguir chegar à hora marcada, mas sem stress até porque já é normal, eu me atrasar, até aqui nada de grave. Digo que ao longo do dia as vou mantendo informadas em relação a mudanças na hora de saída. Quero só informar que a hora inicial era as 19h15.
20h – Estou a sair com os olhos colados ao relógio, tenho ainda, precisamente, zero minutos para chegar ao restaurante. Ups!! Não faz mal, aviso-as e metade das tropas vai indo, para não perdermos reserva, até podem comer umas entraditas que nós não nos importamos.
20h01… 20h02…O autocarro nunca mais passa, estou a desesperar…
20h03 – Lá vem ele finalmente, já estava quase a chamar um táxi, que demora!!!
20h33 – Já vejo a luz ao fundo do túnel, cheguei finalmente ao lugar indicado. Mas que se passa, onde estão elas, não vejo ninguém, esqueceram-se de mim, estou perdidaaaaaaaaaa.
20h33m08s – Localizando meninas Alfa… “Green green”, ninguém atende, que demora. Finalmente, uma voz do outro lado da linha. Estamos à espera de boleia, “ F” está atrasada (pensei que a atrasada era eu, mas ainda conseguimos nos atrasar ainda mais, mulheres…). Decido acelerar a coisa e vou indo a pé para adiantar trabalho.
20h42- Finalmente, chego ao local indicado, mas onde está “F”?! Ligo a “S” que também aguarda, sem novidades…
20h50- Nenhum sinal de “F”…
20h52- “Green green” – Chamada de “F”, está à saída do metro à minha espera.. Mas pera lá, então eu andei a fazer uma longa caminhada para adiantar serviço, e não serviu de nada?! Esperei 2 minutos e lá apareceu ela no seu popó, afinal a rapariga perdeu-se (nada de mais, tendo em conta que se perdeu na sua cidade…). Pé no acelerador e bora buscar “S” antes que o restaaurante feche.
21h05 – Já estamos as três, mas se calhar é melhor ir meter combustível, no tablier só se via vermelho… Bora lá, antes mais atrasadas, do que sem combustível.
21h25 – Depois de curva e contra-curva, chegámos sãs e salvas ao restaurante, escusado será dizer que a mesa estava “limpa”, mas tadinhas já estavam amarelas de tanto esperar. Não fizemos por menos, pedimos tudo a que tínhamos direito, depois de tantos percalços, era chegado o nosso lugar ao sol. No fim, e já com os botões das calças desapertados e as caras ruborizadas, acho que ainda conseguimos pagar, pelo menos ainda não veio cá ninguém a casa reclamar.
Depois do jantar, quando já estávamos cá fora a aapanhar com o fabuloso sol de Inverno, alguém se lembrou de abrir a maleta, recheada de artigos, o sonho de qualquer mulher… Mas não pensem que me estou a referir à maleta roja, até porque nem me lembro que cor tinha a maleta, e nós somos todas muito púdicas para nos metermos nessas aventuras, sejam elas “rojas” ou de outra cor. As pessoas que passavam é que nos olhavam com um ar intrigado, BILHARDEIRAS...
E claro a noite ainda continuou, mas já chega de pormenores, até porque tenho que ir à minha quinta, apanhar os mirtilos.
sábado, 28 de novembro de 2009
La maleta roja...
Publicada por sonia marote à(s) 17:00 1 comentários
Etiquetas: Atrasos, maleta roja
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Pensado no pior...

Day two - Completamente encharcada. Nada pior do que falar em poças, parece que hoje todas responderam ao chamamento, até faziam fila. Mas eu não me deixo derrubar, podem vir todas que eu não me vou calar.
Agora mudemos de assunto que outros valores mais altos se alevantam. Como se não bastasse uma chuvinha, e a molha que veio como bónus, hoje apanhei um grande susto. Estava eu muito sossegadinha a entrar nos correios e de repente veio uma senhora (que já lá estava) ter comigo para trocar a senha. Fiquei completamente engasgada, ruborizei o mais que pude,e o que não pude também, enquanto pensava porque carga de água (mais uma vez a inundar a minha "bida") a senhora me deu a senha, para eu ir à frente dela. Será que ela pensou que eu estava grávida?! Não pode ser!!! Tenho mesmo que fazer dieta, nada de batatas fritas, doces, chocolates, acabaram-se as natas do céu, adeus enchidos, adeus bacalhau com natas, ai que miserável a minha vida... BUAAA BUAAAAA BUAAAAAA. Estou acabada!
Eis que passados alguns instantes a senhora veio ter comigo, lá deve ter visto a minha expressão assustadora, como se me estivesse a passar uma bomba para a mão, e explicou que estava à espera de uma chamada do marido e como era a próxima pessoa a ser atendida, não podia resolver nada sem as informações que o marido lhe ia fornecer.
Bem, aí acho que engordei uns quilinhos só com o alívio. Voltaram as batatas fritas, os enchidos, os doces e os chocolates. E diga-se de passagem vieram passar o fim de semana a casa, com sorte ainda ficam até ao fim do ano.
Depois nos votos de ano novo, enquanto beber o chamapanhe, decido se os mando ou não embora.
Agora sim, estou tranquila, já vos posso desejar um bom fim de semana.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Poças, Pocinhas, Poçonas...

Não julguem que vos vou dar grande "seca" à custa da nova legislação que visa a regularização dos Poços. Mas já agora deixo aqui o aviso que o prazo termina em Maio do próximo ano.
Depois de um dia de chuva, e eu sem guarda-chuva claro, penso logo no pior do Inverno. O pior, não é a chuva como é óbvio, pelo contrário, até gosto muito, principalmente se estiver em casa junto da lareira, a olhar através da janela, aquela chuvinha a cair, e eu ali tão quentinha... HUMMMMMMMMMMMMM que agradável sensação. Vocemecês que me desculpem, mas nisto acho que pensamos todos da mesma forma, não consigo ser diferente... Sorry!!
Voltemos ao pior, porque vem aí molha na certa! Nunca vos aconteceu, andar "alegremente" no passeio, e de repente levarem banhada?!
Os senhores condutores(universo este, no qual não me incluo, por ter motorista, obviamente)muitas vezes procuram todos aqueles buraquinhos (grandes, médios pequenos), geralmente cheios de água (pouco limpa), e passam-lhes por cima a toda a velocidade. Quem ainda não foi vítima desses maltrapilhos, que levante o braço.
Pois bem, vejo-vos a todos de bracinhos bem pra baixo, condutores ou não condutores. Por isso peço-vos encarecidamente que se afastem dessas bombas fatais, tal como costumam fazer no resto do ano, quando não chove. Tenham pena daquelas pessoas, que como eu, não têm hipótese de se vingar.
Já deu para perceber que hoje levei molha, certo?! Sem comentários...
E tenho dito!!!!
domingo, 1 de novembro de 2009
Não há lua que me safe
Cá estou eu novamente, regressada dos vivos. Depois de uma longa ausência, sempre em permanente pesquisa, de um tema para o meu bloguinho, estou de volta, confesso sem grande inspiração.
Mas durante esta minha busca incessante, consegui ver uma abelha à garupa de uma mochila e a andar à pala no metro; ouvi a música do pingo doce umas 2764 vezes, fui à minha quinta trabalhar de sol a sol, umas 16345 vezes e ainda comprei um celeiro, um lago e uma casa de dois andares. Como podem constatar estive muito ocupada, e não tive oportunidade de actualizar o meu blogue. De modo que, ao aperceber-me deste abandono, não intencional, fiquei com receio que o meu mural passasse de verde a amarelo.
Crise de inspiração é grave minha gente, mas acho que para esta doença ainda não há comprimidos, nem pós, nem xaropes. Portanto estou abandonada à minha sorte e a rezar para que a próxima lua cheia traga um grande carregamento de inspiração.
Despeço-me com a música sensação. Está à distância de um clique.
Publicada por sonia marote à(s) 22:37 3 comentários
Etiquetas: Inspiração, pingo doce
