
Desaparecida em combate, embalada pela enxurrada de emoções provocadas pelos acontecimentos do fim de semana passado, na minha terra, no meu refúgio, na minha ilha do coração.
Passada uma semana, e com risco iminente de se repetir um cenário equiparado ao retratado por Dante, na primeira parte da Divina Comédia, resolvi deixar aqui a minha homenagem a todos aqueles que de perto ou de longe (mas aquele longe mais perto), sentiram a guilhotina do fraco destino.
Por isso, aqui deixo a minha bandeira a meia-haste, como sinal de pesar, por todos aqueles que perderam alguém nesta catástrofe. Porque a ilha, mais verde ou mais castanha, essa continua nossa.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
A meia-haste...
Publicada por sonia marote à(s) 23:11 1 comentários
Etiquetas: Bandeira, Catástrofe Madeira
sábado, 20 de fevereiro de 2010
E a receita de hoje é... Polvão

Depois de ler esta crónica publicada no DN-Madeira, não podia deixar de a partilhar convosco, pois é mesmo digna de ser partilhada. Para todos aqueles que acham que o Alberto João Jardim é que devia ser Primeiro-Ministro deixo-vos aqui com um pequeno exemplo da grande obra que o "polvão" tem executado na minha ilha, mesmo sabendo que corro o risco de ser extraditada:
"O Polvinho
O 'polvo' que estupora o panorama nacional dos media pode vir a proporcionar uma grande caldeirada. Porém a verdade é que ainda não passa de um polvinho. Um projecto de monstro alimentado por suspeitas, indícios, diz que disse, escutas publicadas às prestações, hipóteses, interpretações subjectivas, leituras partidárias tendenciosas, acusações e desmentidos, episódios e desculpas esfarrapadas.
Portugal está em choque. Exige-se - e muito bem - esclarecimento cabal das acusações expressas de que havia um plano do governo de José Sócrates para tomar conta da comunicação social. Havia um plano. Que acontecerá naquele Continente se um dia se comprovar que o plano já resultou, como na Madeira?
A Face Oculta mostra indícios fortes de que Sócrates queria ver a PT, através da Ongoing, comprar a TVI, a fim de o governo se ver livre de Manuela e seu Jornal Nacional e do chefão Eduardo Moniz. Escândalo badalado no País, como é mais do que natural. Mas... e se Sócrates, mais do que querer, já tivesse comprado a TVI, alimentando-a com dinheiros públicos e proibindo a estação de divulgar a opinião de políticos não PS, reservando toda a antena para quem obedece ao regime rosa, tal como Jardim faz aqui com o Jornal da Madeira, dispensando-se de guardanapo? Fizesse-o Sócrates e o País estaria hoje em situação de guerra civil.
Por ora, o que passa um pouco além da suspeita é que Sócrates esteve na origem do cancelamento de um noticiário semanal, o "Nacional" da sexta-feira de Manuela Moura Guedes. Levantaram-se protestos mais do que justos em todas os quadrantes da vida portuguesa. Mas imaginemos que, em lugar de um só noticiário semanal, Sócrates decidia fechar por inteiro um órgão de comunicação com mais de 130 anos e para isso usava todos os meios financeiros públicos necessários e todos os métodos ilegais, exactamente como Jardim faz na Madeira, no seu projecto assumido de levar o Diário de Notícias à falência? Ou então, de que grau na escala de Richter seria o terramoto na capital se Sócrates ameaçasse expropriar um jornal? Foi o que Jardim fez relativamente ao Diário, aliás com todo o País a ouvir.
José António Saraiva do 'Sol' e a 'Sábado' atribuiram aos desígnios de Sócrates a interferência governamental nos jornais, através da redução de publicidade institucional nos órgãos incómodos e do aumento nos mais 'amigos'. A ERC, e muito bem, logo chamou os autores da denúncia para saber o que se estava a congeminar. Então... e se, mais do que a tentativa de usar a publicidade como castigo ou prémio, o governo de Sócrates tivesse mesmo cortado há mais de dez anos os anúncios oficiais a um órgão para os canalizar todos ao jornal da sua cor, tal como faz na Madeira o dr. Jardim? Que, além de negar publicidade ao Diário para a entregar ao JM, e ainda intimidar nos discursos públicos os empresários que anunciam no Diário, mandou que todos os órgãos públicos cortassem a assinatura do DN, incluindo escolas. Sócrates, que com toda a lógica paga já pelo atrevimento da 'tentativa de interferência', onde já não andaria se chegasse ao cúmulo que Jardim pratica nesta Região, com dinheiros públicos!
Que aconteceria naquela Lisboa e arredores se Sócrates resolvesse governamentalizar o DN de lá até 99% do capital, injectar-lhe uma fortuna diariamente, e depois, apesar do crescendo assustador do passivo, torná-lo gratuito e agravar ainda mais as despesas com o aumento da tiragem e alargamento desenfreado da distribuição, tudo com a ambição de fechar os que não domina? Como reagiriam Correio da Manhã e Público, por exemplo, e quantos dias mais aguentaria Sócrates no poder? Pois é essa situação que existe na Madeira, sem tirar nem pôr, e bem à vista de todos.
Sócrates foi acusado, neste final de semana, de andar a gizar uma tramóia tendo em vista controlar o DN-Lisboa, o JN-Porto e a TSF. Com essa 'bomba', o 'Sol' vendeu duas ou três edições no mesmo dia. Os leitores, com toda a naturalidade, quiseram conhecer o escândalo por dentro. Mas vamos que o 'Sol', mais do que contar uma história ilustrada com frases soltas extraídas das escutas, confirmava com letras garrafais umas diligências concretas de Sócrates para mudar directores e sanear jornalistas, como se tem visto na Madeira de há anos para cá, com sucesso em alguns casos?
Sócrates foi criticado por atacar Manuela Moura Guedes - e muito bem criticado, pela falta de respeito e pelo menoscabo com que tratou uma profissional da informação, como legitimamente se realçou na altura. E se Sócrates fizesse como o sr. Jardim, que calunia, insulta e enxovalha diariamente os jornalistas com epítetos de corruptos, traidores, comunas, súcias, fascistas, tolos, incapazes, incultos, vingativos, desonestos, gente reles, mentes recalcadas, bastardos, exóticos, incumpridores de estatutos editoriais, ralé que não toma banho? E as jornalistas de vendidas, descompensadas, sovaqueiras...? Que seria de um Sócrates cavalgando tal paradigma?
É claro - dirá algum leitor continental -, é claro que se Sócrates ou sátrapa mais bem pintado se atrevesse a tanto no Continente, sairia muito maltratado da refrega. O governo tem uma Constituição para respeitar. O patibular Cavaco Silva, que em tempos não lia jornais nem olhava de frente para os jornalistas, mas isso quando era primeiro-ministro de centro-direita, o 'homem do leme' puxaria da Constituição para fazer cumprir o texto de 1976. Sem vacilar, demitiria o candidato a ditador. E com todo o apoio nacional. Mas mesmo afectado por indícios e meras suspeições, Sócrates não está livre de cair. Quanto mais se repetisse as ilegalidades tornadas banais na Madeira!
Pois. Cá para a parvónia é que não há Constituição a cumprir. O Presidente da República tem a queixa do Diário nas mãos e, quando veio cá, elogiou a "obra" de Jardim (obra da Madeira Nova que por acaso está a ser derretida pela chuva, tirando aeroporto e algumas vias rápidas). Quanto ao resto, Cavaco pediu paciência, já que "isto está perto do fim". Ou seja, vivamos em estado de sítio, sem Constituição, até ver, e não rebusquemos embaraços que desenterrem o "Sr. Silva".
ERC, Jaime Gama, Almeida Santos, Manuela Ferreira Leite, Paulo Rangel, PS e oposição nacional, todos têm conhecimento do estado da comunicação social insular. Mas vivem entretidos com o 'polvinho' que brinca no Mar da Palha e no lago de Entrecampos. Preferem fingir que ignoram o polvão de braços longos e viscosos que sufoca a liberdade de informar na Madeira. Esse molusco predador que há 30 anos usa as medonhas ventosas para se alimentar a si próprio e a seus validos, que continua a turvar a vista dos Madeirenses cobrindo a babugem com a sua sinistra tinta camuflante.
Solidarizemo-nos com as vítimas continentais das escandalosas suspeições. Aquilo vai tão mal por lá em matéria de atentados ao jornalismo que o próprio Jardim desabafou à porta do Conselho Nacional PSD, escandalizado com a falta de respeito pela liberdade de imprensa no Continente: "Num País com a tradição democrática como a Inglaterra, Sócrates já não era primeiro-ministro." Ninguém nos contou esta declaração. Ouvimo-la na rádio."
Luís Calisto
Jornalista do DN Madeira
Publicada por sonia marote à(s) 13:35 1 comentários
Etiquetas: Polvo; Madeira; Alberto João Jardim;
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Galos que valem a pena
Três dias passados da maior queda da história, a seguir à queda da vencedor(a) do Festival da Eurovisão da Canção de 1998, "a" israelita Dana, "super international", e cá estou eu, ainda não, totalmente recuperada, da cena que assisti em directo.
Terá sido azar ou um azarado golpe de marketing, que está a funcionar às mil maravilhas?! O que eu sei, é que já há muito que não se ouvia uma música do Pedro Abrunhosa, a não ser nas galas da TVI, e esta semana, estamos todos a espumar com uma verdadeira overdose de Abrunhosa. É caso para dizer que este foi um daqueles "galos" que valeram a pena.
O Pedrito dos óculos escuros já sabe o que fazer, quando a coisa estiver mais sossegada, só tem é que ter cuidado para bater com o outro lado da cabeça.
Mas, vou pôr um ponto final a esta história porque na realidade só passei por cá para partilhar convosco, o momento filosófico do século (nada como ver as novelas da TVI). E como está aí o Dia dos Namorados à porta, deixo-vos com uma mensagem profunda, digna de constar nos cartões mais piegas e lamechas, a partilhar com a cara metade.
"Eu olho para uma árvore, e penso em ti... Eu olho para o chão, e penso em ti... Eu olho para ti, e penso em ti..."
Até me emociono, tal é o profundo sentimento que vai neste coração.
Pois bem, está-se a acabar o tinteiro, por hoje já chega.
Prometo voltar em breve... ou não!
Deixo-vos com um trechozinho do momento do ano, se bem que já devem estar fartos de ver:
Publicada por sonia marote à(s) 23:23 1 comentários
Etiquetas: amor, Dia dos Namorados, Pedro Abrunhosa
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Energia positiva

Ainda ontem estava a emborrachar-me de champanhe e passas, a fazer os meus votos de ano novo, e já estamos em Fevereiro. Pior que isso, acho que hoje me apareceu uma ruga, buaaaaaaaaaaa buaaaaaaaa. Mas não posso desanimar, só tenho é que saber viver com todas as fases que a vida me reserva, sempre com um sorriso nos lábios, mesmo que esse sorriso me traga ainda mais rugas...
Por isso decidi ressuscitar esta música da Debora Blando, recheada de energias positivas e que além de ser um despertar dos sentidos, traz-me belas memórias.
Aproveito para dedicá-la à minha amiga "Sandocha" que hoje faz anos, com a crise não há dinheiro para comprar prendas, uma musiquinha já é muito bom.
Sandocha, sempre podes trocar, pedes e eu troco... =)
Publicada por sonia marote à(s) 16:17 2 comentários
Etiquetas: Debora Blando;
