segunda-feira, 13 de junho de 2011

“Piquetón” Mágico

Não vai há muito tempo só se falava no piquetón da Catalunha, até que o próprio Gerard Piqué teve que vir mostrar um pouco da sua “humildade” ao dizer que não tem problemas de tamanho, mas que as calças abonavam a seu favor (se é que me entendem).

Acontece que depois de tanto alarido o Piquétin fez das suas, pois agora diz-se que a sua “rabiosa”, pode estar a gerar um piquézito…

A Srª Dª Shakira (e não estou a falar da cadela da irmã da Juju) depois de milhares e milhares de anos a namorar lá com o filho do ex-Presidente da Argentina, Fernando de la Rua, e segundo reza a lenda, depois de ter sido traída por todos os seus ex-namorados, parece que encontrou finalmente aquele que será o “padre de su hijo” (cuidado porque está escrito em espanhol).

Se fosse na minha aldeia, as senhoras muito “sábias” já estariam a conjecturar uma série de hipóteses para o acontecimento do século, mas como eu já saí da minha aldeia há muito tempo, e não sou cá dada a especulações (ihihihih), vou deixá-las ao vosso critério.

A mim só me resta aguardar para ver o que resulta do cruzamento de uma rabiosa e de um piquetón. ;)

Deixo-vos com a foto dos 2 depois de descobrirem a dita gravidez…









sexta-feira, 10 de junho de 2011

Adeus a este.. Olá a aquele...




Depois de passar o dia a ouvir Adele (incessantemente), e depois de já ter o cérebro que mais parece um daqueles gira-discos de vinil, decidi partilhar o meu poema preferido, tanta é a melancolia, que um "Adeus" é perfeito para rematar este meu estado de espírito.
E também porque não quero que digam que eu só escrevo baboseiras, pois há outros que também as escrevem. Por isto e por aquilo deixo-vos um poema de Eugénio de Andrade:

"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus."