segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Satyam Shivam Sundaram

Não, não estou a gaguejar, nem tão pouco estou possuída por um demónio desconhecido. Finalmente, posso gritar ao mundo “Eureka”. Passados 20 anos encontrei o filme indiano que marcou a minha infância (ou antes, a minha adolescência, mas vamos supor que não tenho tantos anos assim…).

Não julguem que eu me recordava do nome do filme, até porque se me recordasse, certamente não demoraria tanto tempo a encontrá-lo. Depois de escrutinar toda a filmografia do Amitabh Bachchan (sim, porque com aquela idade, para mim todos os indianos eram iguais) sem qualquer sucesso, e após várias tentativas frustradas de resumir o argumento do filme, no motor de busca do Google, em várias línguas (português e inglês – é plural, é o que conta), eis que finalmente descobri que aquele “indiano manhoso” era o Shashi Kapoor. Tudo bem, que agora o senhor já leva uns anos na conta, mas aqueles olhinhos de carneiro mal morto, fizeram-me suspirar quase tanto quanto suspirei pelo Patrick Swayze, no Dirty Dancing (Lá vai a Paula dizer que sempre tive mau gosto, no que diz respeito ao sexo oposto. Mas minha linda, antes do Gerard Butler já existia mundo)

Na altura apaixonei-me pela história e pela música, que cantava incessantemente (o mesmo está a acontecer desde ontem, data da minha redescoberta). Confesso que na altura só conseguia proferir uns “ahyaammm xivamm undarammmmmmmm”, e que após estes anos todos descobri que afinal os sons correctos seriam “Satyam Shivam Sundaram”. Oh Deus, espero que nenhum miúdo/graúdo indiano se tenha cruzado comigo naquela altura… Os vizinhos bem se queixavam, mas eu não dava tréguas. Longos foram os dias dos “hamms, hemmms e hummmms”, pelo menos para a vizinhança.

Entretanto, passei pela fase do amadurecimento (gosto de pensar assim), sem nunca esquecer o cinema indiano, até que descobri o Salman Khan, aí passava a salame e whisky, dia sim, dia sim senhor (mas isso é uma história que terá de ficar para outra oportunidade).

Acontece que ontem, precisamente, e como já referi, sacrifiquei o meu domingo em busca deste filme, altamente dramático, que provavelmente foi o responsável pela destruição dos meus sonhos musicais. Mas não vou deprimir.

Encontrei-ooooooo e vou vê-lo e ouvi-lo incessantemente, apesar de saber que daqui a uma semana já estarei farta de o ver, de o ouvir e de o cantar (ou tentar).

A todos aqueles que têm 3 horas disponíveis, aconselho-os a ver esta obra-prima, que “só” dura 2h40, mas os restantes 20 minutos já estou a contabilizar para a limpeza das lágrimas e das bogas (como se diz na minha terra).

Deixo-vos com a música da Lata Mangeshkar, que acredito me fez perder alguns amigos, mas com a certeza de que fiquei com aqueles que valem a pena (ou não..)


segunda-feira, 13 de junho de 2011

“Piquetón” Mágico

Não vai há muito tempo só se falava no piquetón da Catalunha, até que o próprio Gerard Piqué teve que vir mostrar um pouco da sua “humildade” ao dizer que não tem problemas de tamanho, mas que as calças abonavam a seu favor (se é que me entendem).

Acontece que depois de tanto alarido o Piquétin fez das suas, pois agora diz-se que a sua “rabiosa”, pode estar a gerar um piquézito…

A Srª Dª Shakira (e não estou a falar da cadela da irmã da Juju) depois de milhares e milhares de anos a namorar lá com o filho do ex-Presidente da Argentina, Fernando de la Rua, e segundo reza a lenda, depois de ter sido traída por todos os seus ex-namorados, parece que encontrou finalmente aquele que será o “padre de su hijo” (cuidado porque está escrito em espanhol).

Se fosse na minha aldeia, as senhoras muito “sábias” já estariam a conjecturar uma série de hipóteses para o acontecimento do século, mas como eu já saí da minha aldeia há muito tempo, e não sou cá dada a especulações (ihihihih), vou deixá-las ao vosso critério.

A mim só me resta aguardar para ver o que resulta do cruzamento de uma rabiosa e de um piquetón. ;)

Deixo-vos com a foto dos 2 depois de descobrirem a dita gravidez…









sexta-feira, 10 de junho de 2011

Adeus a este.. Olá a aquele...




Depois de passar o dia a ouvir Adele (incessantemente), e depois de já ter o cérebro que mais parece um daqueles gira-discos de vinil, decidi partilhar o meu poema preferido, tanta é a melancolia, que um "Adeus" é perfeito para rematar este meu estado de espírito.
E também porque não quero que digam que eu só escrevo baboseiras, pois há outros que também as escrevem. Por isto e por aquilo deixo-vos um poema de Eugénio de Andrade:

"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus."

sábado, 21 de maio de 2011

Portuguese Palette...



A estreia do ano é aqui, passados 5 meses, ressurgida da ressaca do fim de ano. Nem vou falar de ausências pois já sou uma perita em desleixos e afins, mas finalmente decidi-me a vir falar de trivialidades, desprovidas de qualquer sentido, como é já habitual nas minhas escassas intervenções, neste meu verde Muro das Lamentações.
Acontece que estou com um problema gravíssimo (daqueles que só as mulheres têm). Preciso de acessórios para um vestido que comprei, para uma determinada ocasião, e acontece que a oferta é tanta que acho que acabei por me desmembrar, de tão dividida que estou neste momento.
Ditam as tendências que esta Primavera/ Verão obriga a utilização de uma cor forte, nem que seja um apontamento, para cortar a monotonia do vestido, e só Deus sabe como ele é monótono, ou não fosse preto. Acontece que o meu bolso resolveu contrariar as tendências e obriga o aproveitamento de outros acessórios esquecidos no armário, repletos de pó e teias de aranha (digamos que esta expressão serve para dar um tom mais dramático à questão).
Contudo, neste momento estou a tentar travar este confronto entre o “Dr. Jekyll e o Mr. Hyde”, para ver se consigo chegar a um consenso, e não adianta pedir opinião a nenhum homem porque são tão básicos, que para eles o azul é igual ao amarelo.
Quando questionei o único homem que poderia eventualmente dar-me uma opinião mais neutra, e lhe disse que estava a pensar usar acessórios em roxo (para fazer uma repescagem ao meu guarda-roupa), a única informação que consegui ouvir foi “Ai que horror, vais parecer uma bruxa”. Mas como eu não dou parte fraca, nem aqui nem em qualquer outra parte do mundo, vou mesmo de roxo, até porque sou eu que dito as tendências (pelo menos as minhas).
E TU, que ousaste impedir-me com esse comentário viperino, bem te podes roer, porque a minha próxima combinação será azul e vermelho (if you know what i mean). Agora que já libertei esta tóxica frustração, despeço-me com um até já (a ver vamos, só espero que não seja até pró ano)!!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Ho Ho Ho


Volvido mais de meio ano desde a minha última actualização, cá estou eu de regresso, com a lingua afiada, ou antes com as unhas bem limadas, para dizer... nada.
Se não me esforço a sério e crio um "mybook" nunca mais vou ser eleita a figura da revista time do ano. Confesso que o meu ainda virtual concorrente "facebook", tem tomado muito do meu tempo, do pouquinho que sobra depois de um atarefado dia de trabalho.
Mas quando fazemos o mesmo percurso todos os dias, o nosso cérebro além de não se exercitar, corremos o risco de perder o comboio das novidades.
Aconteceram de facto algumas coisas neste longo período de ausência, mas a preguiça apoderou-se de mim, de tal forma que realmente consigo perceber porque é que o pecado capital dos nativos de caraguejo é, efectivamente, a preguiça.
Contudo, não poderia deixar passar em branco a época que se avizinha, com os campos pintados de branco (pelo menos é assim que os vemos depois de uma noite de copos) as luzinhas a piscar (sejam elas quais forem), e o coro de Santo Amaro de Oeiras a cantar em toda e qualquer esquina.
Caros cidadãos (as minhas 4 amigas, que provavelmente já se esqueceram que este blog existe), sinto o espírito natalício a correr-me nas veias, como se de autêntico plasma se tratasse, e como tal venho desejar-vos um Feliz Natal, e aproveito já para deixar os meus votos de Feliz ano Novo, porque certamente estarei muito ocupada (not).
Vemo-nos por aqui, espero que dentro em breve.

sábado, 24 de abril de 2010

Feliz aniversário Marisa


Que irmã desnaturada, mas mais vale tarde que nunca... Parabéns MARISA, atrasados no meu blogue, mas felizmente o telemóvel é mais eficiente, e à meia noite e um minuto já lá estava uma mensagem minha, no outro lado do Atlântico.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Eu já toquei no urso da natura...


Quem é que nunca tocou no urso da Natura? Quem é que nunca posou ao lado daquele winnie the pooh, em versão maiúscula e castanha?
Pois bem, podem achar estranho de repente ter-me lembrado do “velhinho” urso da Natura, mas descobri muito recentemente, que no facebook há um grupo que se denomina “Eu já toquei no urso da Natura”. E eu apesar de não ter aderido ao grupo, confesso: Eu já toquei no urso da Natura! O que me fez também recordar uma expressão muito usada na Madeira “Tu és como o vilão, não vês sem tocar com a mão”.
Em perseguição do grande winnie, lá descobri que a natura é uma loja espanhola, malditos sejam los espanholes, que nos encantaram com o seu urso gigante, peludo, e de barriguinha proeminente.
Uma questão que me coloco, é a do transporte do urso. Será que é desmontável, ou tiveram que o carregar assim naquele “tamanhinho biquini” para todas as lojas?! Como será que o levaram para a Madeira, de barco ou avião? Terá sido com certeza uma grande aventura.
O que eu sei é que quase todos os shoppings têm uma natura, e todas as naturas têm o seu urso, mais limpo, mais sujo, com peladas ou já sem língua, o nosso urso mantém-se qual porteiro, firme e hirto, no seu posto de trabalho. Já ouvi comentários a dizer que o urso tem cara de enjoado, ó gente cruel…
Bem sei que o malfadado urso é espanhol, mas nós adoptámo-lo com tanto carinho, que o queremos só para nós. Ir ao shopping e não ver o urso da Natura, é como ir a Roma e não ver o Papa, é como ir ao Egipto e não ver as pirâmides, é como ir a Paris e não ver a Torre Eiffel… E obviamente, é obrigatório gravar o momento para a posteridade, porque os nossos, netos e bisnetos merecem conhecer o famoso urso da Natura!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Parabéns Cassandra...



Como não poderia deixar de ser, tenho que deixar os meu parabéns à minha maninha mais nova. Bem sei que o nome remonta à história da antiga Grécia, mas vou ter que lhe dedicar uma música indiana, se entretanto encontrar uma música grega troco.. =).
Parabénnnnnnnnssssssssssssssssss

terça-feira, 2 de março de 2010

Baco também anda de comboio...


Pouca terra, pouca sorte…. Pouca terra, pouca sorte… Lá vem o comboio… Isto bem poderia ser o inicio de uma música que em tempos idos, muito idos, cantei na “Música_ep”, nos meus primeiros anos de escolaridade. Ainda me lembro que nos inscrevíamos nas aulas de música “extra-curriculares” para dar aquele passeio ao Funchal e ter um lanchinho de borla, fornecido muito amavelmente pelo Lidosol (que agora nem existe), e depois de bebermos o nosso “bongo” voltarmos a encher a embalagem de ar, para depois a atirarmos ao chão e a rebentarmos com os pés, só pelo prazer de ouvir aquele barulho horrível (adjectivo empregado actualmente, pois na altura era música para os nossos ouvidos).
Mas deixemos de falar de mim, pois a nostalgia está a chegar em força e nem sei se terei forças para narrar aquilo a que me propus. Hoje vou falar-vos da linha do amor – a linha Guimarães- Porto. Não que eu alguma vez tenha percorrido esta linha, mas descobri, que andar de comboio, principalmente nesta linha, pode revelar-se uma aventura muito aliciante.
Contou-me uma das passageiras, vou tratá-la por passageira “AI” que, logo pela matina, começa a loucura, com serenatas e vinho do Porto à mistura. Autênticas festas de Baco, antes e depois de um dia de trabalho. Pois minha gente, já não quero o metro para nada, quero aquela linha só para mim, e até dizem que há bolo e pizza. Se calhar também tem ginásio, piscina, jacuzzi, um verdadeiro paraíso sobre carris.
Assim até apetece ir trabalhar. Se começarem a oferecer ginjinha, mudo-me de vez para Guimarães!

P.S. – Mas não se preocupem que eu escrevo-vos de lá.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A meia-haste...


Desaparecida em combate, embalada pela enxurrada de emoções provocadas pelos acontecimentos do fim de semana passado, na minha terra, no meu refúgio, na minha ilha do coração.
Passada uma semana, e com risco iminente de se repetir um cenário equiparado ao retratado por Dante, na primeira parte da Divina Comédia, resolvi deixar aqui a minha homenagem a todos aqueles que de perto ou de longe (mas aquele longe mais perto), sentiram a guilhotina do fraco destino.
Por isso, aqui deixo a minha bandeira a meia-haste, como sinal de pesar, por todos aqueles que perderam alguém nesta catástrofe. Porque a ilha, mais verde ou mais castanha, essa continua nossa.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

E a receita de hoje é... Polvão


Depois de ler esta crónica publicada no DN-Madeira, não podia deixar de a partilhar convosco, pois é mesmo digna de ser partilhada. Para todos aqueles que acham que o Alberto João Jardim é que devia ser Primeiro-Ministro deixo-vos aqui com um pequeno exemplo da grande obra que o "polvão" tem executado na minha ilha, mesmo sabendo que corro o risco de ser extraditada:

"O Polvinho

O 'polvo' que estupora o panorama nacional dos media pode vir a proporcionar uma grande caldeirada. Porém a verdade é que ainda não passa de um polvinho. Um projecto de monstro alimentado por suspeitas, indícios, diz que disse, escutas publicadas às prestações, hipóteses, interpretações subjectivas, leituras partidárias tendenciosas, acusações e desmentidos, episódios e desculpas esfarrapadas.

Portugal está em choque. Exige-se - e muito bem - esclarecimento cabal das acusações expressas de que havia um plano do governo de José Sócrates para tomar conta da comunicação social. Havia um plano. Que acontecerá naquele Continente se um dia se comprovar que o plano já resultou, como na Madeira?

A Face Oculta mostra indícios fortes de que Sócrates queria ver a PT, através da Ongoing, comprar a TVI, a fim de o governo se ver livre de Manuela e seu Jornal Nacional e do chefão Eduardo Moniz. Escândalo badalado no País, como é mais do que natural. Mas... e se Sócrates, mais do que querer, já tivesse comprado a TVI, alimentando-a com dinheiros públicos e proibindo a estação de divulgar a opinião de políticos não PS, reservando toda a antena para quem obedece ao regime rosa, tal como Jardim faz aqui com o Jornal da Madeira, dispensando-se de guardanapo? Fizesse-o Sócrates e o País estaria hoje em situação de guerra civil.

Por ora, o que passa um pouco além da suspeita é que Sócrates esteve na origem do cancelamento de um noticiário semanal, o "Nacional" da sexta-feira de Manuela Moura Guedes. Levantaram-se protestos mais do que justos em todas os quadrantes da vida portuguesa. Mas imaginemos que, em lugar de um só noticiário semanal, Sócrates decidia fechar por inteiro um órgão de comunicação com mais de 130 anos e para isso usava todos os meios financeiros públicos necessários e todos os métodos ilegais, exactamente como Jardim faz na Madeira, no seu projecto assumido de levar o Diário de Notícias à falência? Ou então, de que grau na escala de Richter seria o terramoto na capital se Sócrates ameaçasse expropriar um jornal? Foi o que Jardim fez relativamente ao Diário, aliás com todo o País a ouvir.

José António Saraiva do 'Sol' e a 'Sábado' atribuiram aos desígnios de Sócrates a interferência governamental nos jornais, através da redução de publicidade institucional nos órgãos incómodos e do aumento nos mais 'amigos'. A ERC, e muito bem, logo chamou os autores da denúncia para saber o que se estava a congeminar. Então... e se, mais do que a tentativa de usar a publicidade como castigo ou prémio, o governo de Sócrates tivesse mesmo cortado há mais de dez anos os anúncios oficiais a um órgão para os canalizar todos ao jornal da sua cor, tal como faz na Madeira o dr. Jardim? Que, além de negar publicidade ao Diário para a entregar ao JM, e ainda intimidar nos discursos públicos os empresários que anunciam no Diário, mandou que todos os órgãos públicos cortassem a assinatura do DN, incluindo escolas. Sócrates, que com toda a lógica paga já pelo atrevimento da 'tentativa de interferência', onde já não andaria se chegasse ao cúmulo que Jardim pratica nesta Região, com dinheiros públicos!

Que aconteceria naquela Lisboa e arredores se Sócrates resolvesse governamentalizar o DN de lá até 99% do capital, injectar-lhe uma fortuna diariamente, e depois, apesar do crescendo assustador do passivo, torná-lo gratuito e agravar ainda mais as despesas com o aumento da tiragem e alargamento desenfreado da distribuição, tudo com a ambição de fechar os que não domina? Como reagiriam Correio da Manhã e Público, por exemplo, e quantos dias mais aguentaria Sócrates no poder? Pois é essa situação que existe na Madeira, sem tirar nem pôr, e bem à vista de todos.

Sócrates foi acusado, neste final de semana, de andar a gizar uma tramóia tendo em vista controlar o DN-Lisboa, o JN-Porto e a TSF. Com essa 'bomba', o 'Sol' vendeu duas ou três edições no mesmo dia. Os leitores, com toda a naturalidade, quiseram conhecer o escândalo por dentro. Mas vamos que o 'Sol', mais do que contar uma história ilustrada com frases soltas extraídas das escutas, confirmava com letras garrafais umas diligências concretas de Sócrates para mudar directores e sanear jornalistas, como se tem visto na Madeira de há anos para cá, com sucesso em alguns casos?

Sócrates foi criticado por atacar Manuela Moura Guedes - e muito bem criticado, pela falta de respeito e pelo menoscabo com que tratou uma profissional da informação, como legitimamente se realçou na altura. E se Sócrates fizesse como o sr. Jardim, que calunia, insulta e enxovalha diariamente os jornalistas com epítetos de corruptos, traidores, comunas, súcias, fascistas, tolos, incapazes, incultos, vingativos, desonestos, gente reles, mentes recalcadas, bastardos, exóticos, incumpridores de estatutos editoriais, ralé que não toma banho? E as jornalistas de vendidas, descompensadas, sovaqueiras...? Que seria de um Sócrates cavalgando tal paradigma?

É claro - dirá algum leitor continental -, é claro que se Sócrates ou sátrapa mais bem pintado se atrevesse a tanto no Continente, sairia muito maltratado da refrega. O governo tem uma Constituição para respeitar. O patibular Cavaco Silva, que em tempos não lia jornais nem olhava de frente para os jornalistas, mas isso quando era primeiro-ministro de centro-direita, o 'homem do leme' puxaria da Constituição para fazer cumprir o texto de 1976. Sem vacilar, demitiria o candidato a ditador. E com todo o apoio nacional. Mas mesmo afectado por indícios e meras suspeições, Sócrates não está livre de cair. Quanto mais se repetisse as ilegalidades tornadas banais na Madeira!

Pois. Cá para a parvónia é que não há Constituição a cumprir. O Presidente da República tem a queixa do Diário nas mãos e, quando veio cá, elogiou a "obra" de Jardim (obra da Madeira Nova que por acaso está a ser derretida pela chuva, tirando aeroporto e algumas vias rápidas). Quanto ao resto, Cavaco pediu paciência, já que "isto está perto do fim". Ou seja, vivamos em estado de sítio, sem Constituição, até ver, e não rebusquemos embaraços que desenterrem o "Sr. Silva".

ERC, Jaime Gama, Almeida Santos, Manuela Ferreira Leite, Paulo Rangel, PS e oposição nacional, todos têm conhecimento do estado da comunicação social insular. Mas vivem entretidos com o 'polvinho' que brinca no Mar da Palha e no lago de Entrecampos. Preferem fingir que ignoram o polvão de braços longos e viscosos que sufoca a liberdade de informar na Madeira. Esse molusco predador que há 30 anos usa as medonhas ventosas para se alimentar a si próprio e a seus validos, que continua a turvar a vista dos Madeirenses cobrindo a babugem com a sua sinistra tinta camuflante.

Solidarizemo-nos com as vítimas continentais das escandalosas suspeições. Aquilo vai tão mal por lá em matéria de atentados ao jornalismo que o próprio Jardim desabafou à porta do Conselho Nacional PSD, escandalizado com a falta de respeito pela liberdade de imprensa no Continente: "Num País com a tradição democrática como a Inglaterra, Sócrates já não era primeiro-ministro." Ninguém nos contou esta declaração. Ouvimo-la na rádio."

Luís Calisto
Jornalista do DN Madeira

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Galos que valem a pena

Três dias passados da maior queda da história, a seguir à queda da vencedor(a) do Festival da Eurovisão da Canção de 1998, "a" israelita Dana, "super international", e cá estou eu, ainda não, totalmente recuperada, da cena que assisti em directo.
Terá sido azar ou um azarado golpe de marketing, que está a funcionar às mil maravilhas?! O que eu sei, é que já há muito que não se ouvia uma música do Pedro Abrunhosa, a não ser nas galas da TVI, e esta semana, estamos todos a espumar com uma verdadeira overdose de Abrunhosa. É caso para dizer que este foi um daqueles "galos" que valeram a pena.
O Pedrito dos óculos escuros já sabe o que fazer, quando a coisa estiver mais sossegada, só tem é que ter cuidado para bater com o outro lado da cabeça.
Mas, vou pôr um ponto final a esta história porque na realidade só passei por cá para partilhar convosco, o momento filosófico do século (nada como ver as novelas da TVI). E como está aí o Dia dos Namorados à porta, deixo-vos com uma mensagem profunda, digna de constar nos cartões mais piegas e lamechas, a partilhar com a cara metade.
"Eu olho para uma árvore, e penso em ti... Eu olho para o chão, e penso em ti... Eu olho para ti, e penso em ti..."
Até me emociono, tal é o profundo sentimento que vai neste coração.
Pois bem, está-se a acabar o tinteiro, por hoje já chega.
Prometo voltar em breve... ou não!
Deixo-vos com um trechozinho do momento do ano, se bem que já devem estar fartos de ver:

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Energia positiva


Ainda ontem estava a emborrachar-me de champanhe e passas, a fazer os meus votos de ano novo, e já estamos em Fevereiro. Pior que isso, acho que hoje me apareceu uma ruga, buaaaaaaaaaaa buaaaaaaaa. Mas não posso desanimar, só tenho é que saber viver com todas as fases que a vida me reserva, sempre com um sorriso nos lábios, mesmo que esse sorriso me traga ainda mais rugas...
Por isso decidi ressuscitar esta música da Debora Blando, recheada de energias positivas e que além de ser um despertar dos sentidos, traz-me belas memórias.
Aproveito para dedicá-la à minha amiga "Sandocha" que hoje faz anos, com a crise não há dinheiro para comprar prendas, uma musiquinha já é muito bom.
Sandocha, sempre podes trocar, pedes e eu troco... =)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Vamos cantar as Janeiras...



Amigaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaasssssssssssssssss, cruz credo!!! Como eu deixei isto ao abandono, já vejo joio por todo o lado, está bem pior que a minha quinta quando as culturas se estragam.
Será possível, que a última vez que cá vim foi mesmo por alturas do fim de ano?! Já se passou quase um mês, e já quase que nem estreava o mês de Janeiro.
Para que não hajam dúvidas não me estou a recuperar da ressaca do fim de ano, nem andei pelas portas a cantar as Janeiras, o mais provável é que tenha sido uma consequência das minha últimas leituras sobre Vlad - o empalador.
Mas finalmente fui salva pela Lua cheia, uma verdadeira "wake up call". Só me falta dizer - só me apetece é ganireeeee...
Vou despedir-me com votos de que no próximo mês, consiga aceder a outra página que não seja só e apenas a do facebook - Paulinha tens que me dar umas tréguas, tu desistes, eu desisto, mas até lá só me resta olhar para trás e dizer "bye bye". ahahahaha
Espero que te tenhas assustado com esta!!! =)

Até breve!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Bom ano 2010!!!

Depois de uma longa ausência, estou de passagem para deixar os meus votos de um bom ano 2010!!!
E já agora, que eu tenha mais tempo para dedicar ao meu bloguinho.
Para quem, como eu, não tem possibilidade de dar um saltinho à Madeira, para passar o Reveillon, aqui ficam algumas imagens da minha ilha maravilhosa.





sábado, 5 de dezembro de 2009

A mão da vergonha...



Quase todas as mãos são pecadoras, por qualquer razão, por mínima que seja. Mas aquela mãozinha do Thierry Henry, que ditou o afastamento da República da Irlanda do Mundial 2010, é a mais pecadora de todas.
Este é um caso que já fez rolar muita tinta, e tão cedo ninguém esquece, ou não fosse a França o país contemplado. Sim, a mesma França que no Euro 2000 desfez os sonhos lusos, com a ajuda da mãozinha do Abel Xavier. Mas, o que lá vai, lá vai e não vale a pena chorar sobre leite derramado.
O que me traz hoje a este meu humilde pasquim, é a mais recente bomba largada junto da FIFA, aquando do ensaio geral do sorteio para o mundial 2010. A Laureada pela Academia, Charlize Theron, com o seu ar tão angelical e aparentemente inofensivo, não é mais do que uma bombista suicida. Sim, só pode ser...
Não é que esta menina de 34 anos, durante o ensaio geral para o sorteio, já na última bola que continha o último país, que por acaso era a França, gritou "Ireland"?! Linda menina, assim é que é... É preciso fazê-los ver, que nós não somos ceguinhos, e que não está certo se decidir assim quem vai, ou não vai, ao mundial.
É certo que há injustiças, mas estas são evitáveis. O Secretário geral da FIFA,Jerôme Valcke, já veio dizer que está a pensar numa "compensação moral" para a selecção da República da Irlanda.
Reconhecer o erro, é o primeiro passo para a cura, mas "compensação moral", não soa nada bem, principalmente para aqueles que viram as esperanças de ir ao mundial se dissiparem de uma maneira tão cruel.

sábado, 28 de novembro de 2009

La maleta roja...



Não julguem que vou escrever em espanhol, não, não, nada disso...
Estive desaparecida em combate mas "volvi", não prometo que fique por muito tempo, mas, será o suficiente para relatar-vos a minha última aventura, deste lado do rio.
Nada de excepcional, como de resto são todas as minhas “mini-aventurazinhas”, como eu gosto de lhes chamar.
A noite prometia ser de loucura estrondosa (Yahoooo..), mas não foi mais do que um Jantar de Natal, uma autêntica “Ceia de Cristo”, só nos faltava estar todas sentadas do mesmo lado. Porque nós somos piquenas simples, como diz uma amiga minha, pedimos um arrozinho de marisco, como já vem sendo hábito, de há 3 anos a esta parte. Super originais – SOMOS NÓS!!!
Mas para vos contar todos os pormenores, vou ter que rebobinar um pouco e contar-vos o dia desde o 1º minuto (escusam de bater palmas com a emoção).
7h da matina (ups é muito cedo), vá lá, 8h14 – Tropeço com “S” (vou tratá-la desta maneira) no metro, super congestionada, já não nos víamos há 3000 anos, mas cruzámo-nos logo na manhã do grande jantar. Estávamos entusiasmadíssimas e ansiosíssimas por trocar as nossas prendas de 3€ (confesso que foi uma tarefa dificil encontrar a minha prenda, mas não vou rebobinar mais do que isto, só vos posso dizer que cheirei muitas velas, até que passadas 5h e 54 minutos consegui escolher uma…). Disse-lhe que estava tudo nos conformes e tudo “on time”, para o nosso jantar há tanto aguardado.
10h26 – Primeiro percalço – Sou informada de que tenho que ficar até mais tarde, logo não vou conseguir chegar à hora marcada, mas sem stress até porque já é normal, eu me atrasar, até aqui nada de grave. Digo que ao longo do dia as vou mantendo informadas em relação a mudanças na hora de saída. Quero só informar que a hora inicial era as 19h15.
20h – Estou a sair com os olhos colados ao relógio, tenho ainda, precisamente, zero minutos para chegar ao restaurante. Ups!! Não faz mal, aviso-as e metade das tropas vai indo, para não perdermos reserva, até podem comer umas entraditas que nós não nos importamos.
20h01… 20h02…O autocarro nunca mais passa, estou a desesperar…
20h03 – Lá vem ele finalmente, já estava quase a chamar um táxi, que demora!!!
20h33 – Já vejo a luz ao fundo do túnel, cheguei finalmente ao lugar indicado. Mas que se passa, onde estão elas, não vejo ninguém, esqueceram-se de mim, estou perdidaaaaaaaaaa.
20h33m08s – Localizando meninas Alfa… “Green green”, ninguém atende, que demora. Finalmente, uma voz do outro lado da linha. Estamos à espera de boleia, “ F” está atrasada (pensei que a atrasada era eu, mas ainda conseguimos nos atrasar ainda mais, mulheres…). Decido acelerar a coisa e vou indo a pé para adiantar trabalho.
20h42- Finalmente, chego ao local indicado, mas onde está “F”?! Ligo a “S” que também aguarda, sem novidades…
20h50- Nenhum sinal de “F”…
20h52- “Green green” – Chamada de “F”, está à saída do metro à minha espera.. Mas pera lá, então eu andei a fazer uma longa caminhada para adiantar serviço, e não serviu de nada?! Esperei 2 minutos e lá apareceu ela no seu popó, afinal a rapariga perdeu-se (nada de mais, tendo em conta que se perdeu na sua cidade…). Pé no acelerador e bora buscar “S” antes que o restaaurante feche.
21h05 – Já estamos as três, mas se calhar é melhor ir meter combustível, no tablier só se via vermelho… Bora lá, antes mais atrasadas, do que sem combustível.
21h25 – Depois de curva e contra-curva, chegámos sãs e salvas ao restaurante, escusado será dizer que a mesa estava “limpa”, mas tadinhas já estavam amarelas de tanto esperar. Não fizemos por menos, pedimos tudo a que tínhamos direito, depois de tantos percalços, era chegado o nosso lugar ao sol. No fim, e já com os botões das calças desapertados e as caras ruborizadas, acho que ainda conseguimos pagar, pelo menos ainda não veio cá ninguém a casa reclamar.
Depois do jantar, quando já estávamos cá fora a aapanhar com o fabuloso sol de Inverno, alguém se lembrou de abrir a maleta, recheada de artigos, o sonho de qualquer mulher… Mas não pensem que me estou a referir à maleta roja, até porque nem me lembro que cor tinha a maleta, e nós somos todas muito púdicas para nos metermos nessas aventuras, sejam elas “rojas” ou de outra cor. As pessoas que passavam é que nos olhavam com um ar intrigado, BILHARDEIRAS...
E claro a noite ainda continuou, mas já chega de pormenores, até porque tenho que ir à minha quinta, apanhar os mirtilos.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pensado no pior...



Day two - Completamente encharcada. Nada pior do que falar em poças, parece que hoje todas responderam ao chamamento, até faziam fila. Mas eu não me deixo derrubar, podem vir todas que eu não me vou calar.
Agora mudemos de assunto que outros valores mais altos se alevantam. Como se não bastasse uma chuvinha, e a molha que veio como bónus, hoje apanhei um grande susto. Estava eu muito sossegadinha a entrar nos correios e de repente veio uma senhora (que já lá estava) ter comigo para trocar a senha. Fiquei completamente engasgada, ruborizei o mais que pude,e o que não pude também, enquanto pensava porque carga de água (mais uma vez a inundar a minha "bida") a senhora me deu a senha, para eu ir à frente dela. Será que ela pensou que eu estava grávida?! Não pode ser!!! Tenho mesmo que fazer dieta, nada de batatas fritas, doces, chocolates, acabaram-se as natas do céu, adeus enchidos, adeus bacalhau com natas, ai que miserável a minha vida... BUAAA BUAAAAA BUAAAAAA. Estou acabada!
Eis que passados alguns instantes a senhora veio ter comigo, lá deve ter visto a minha expressão assustadora, como se me estivesse a passar uma bomba para a mão, e explicou que estava à espera de uma chamada do marido e como era a próxima pessoa a ser atendida, não podia resolver nada sem as informações que o marido lhe ia fornecer.
Bem, aí acho que engordei uns quilinhos só com o alívio. Voltaram as batatas fritas, os enchidos, os doces e os chocolates. E diga-se de passagem vieram passar o fim de semana a casa, com sorte ainda ficam até ao fim do ano.
Depois nos votos de ano novo, enquanto beber o chamapanhe, decido se os mando ou não embora.
Agora sim, estou tranquila, já vos posso desejar um bom fim de semana.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Poças, Pocinhas, Poçonas...



Não julguem que vos vou dar grande "seca" à custa da nova legislação que visa a regularização dos Poços. Mas já agora deixo aqui o aviso que o prazo termina em Maio do próximo ano.
Depois de um dia de chuva, e eu sem guarda-chuva claro, penso logo no pior do Inverno. O pior, não é a chuva como é óbvio, pelo contrário, até gosto muito, principalmente se estiver em casa junto da lareira, a olhar através da janela, aquela chuvinha a cair, e eu ali tão quentinha... HUMMMMMMMMMMMMM que agradável sensação. Vocemecês que me desculpem, mas nisto acho que pensamos todos da mesma forma, não consigo ser diferente... Sorry!!
Voltemos ao pior, porque vem aí molha na certa! Nunca vos aconteceu, andar "alegremente" no passeio, e de repente levarem banhada?!
Os senhores condutores(universo este, no qual não me incluo, por ter motorista, obviamente)muitas vezes procuram todos aqueles buraquinhos (grandes, médios pequenos), geralmente cheios de água (pouco limpa), e passam-lhes por cima a toda a velocidade. Quem ainda não foi vítima desses maltrapilhos, que levante o braço.
Pois bem, vejo-vos a todos de bracinhos bem pra baixo, condutores ou não condutores. Por isso peço-vos encarecidamente que se afastem dessas bombas fatais, tal como costumam fazer no resto do ano, quando não chove. Tenham pena daquelas pessoas, que como eu, não têm hipótese de se vingar.
Já deu para perceber que hoje levei molha, certo?! Sem comentários...
E tenho dito!!!!

domingo, 1 de novembro de 2009

Não há lua que me safe

Cá estou eu novamente, regressada dos vivos. Depois de uma longa ausência, sempre em permanente pesquisa, de um tema para o meu bloguinho, estou de volta, confesso sem grande inspiração.
Mas durante esta minha busca incessante, consegui ver uma abelha à garupa de uma mochila e a andar à pala no metro; ouvi a música do pingo doce umas 2764 vezes, fui à minha quinta trabalhar de sol a sol, umas 16345 vezes e ainda comprei um celeiro, um lago e uma casa de dois andares. Como podem constatar estive muito ocupada, e não tive oportunidade de actualizar o meu blogue. De modo que, ao aperceber-me deste abandono, não intencional, fiquei com receio que o meu mural passasse de verde a amarelo.
Crise de inspiração é grave minha gente, mas acho que para esta doença ainda não há comprimidos, nem pós, nem xaropes. Portanto estou abandonada à minha sorte e a rezar para que a próxima lua cheia traga um grande carregamento de inspiração.
Despeço-me com a música sensação. Está à distância de um clique.