segunda-feira, 6 de julho de 2009

A raposa que tinha um Mégane


Estive o fim-de-semana todo entregue às minhas cogitações bloguistas, refugiada entre quatro paredes, tendo sido diagnosticada com uma preguicite aguda. Infelizmente, ainda não recuperei totalmente e actualmente encontro-me numa dura luta com uma carrada de bocejos que insiste em desafiar-me.
Apesar de tudo, ainda tive oportunidade e disponibilidade para dar uma espreitadela ao Transformers (Coisa ruim). Realmente, agora que falo nisto, acho que foi depois de ver esse filme miserable que os bocejos me atacaram. Digamos que ver um filme em que umas máquinas gigantes andam a brincar ao “braço de ferro” (literalmente), não é assim tão emocionante.
Começamos com máquinas, voadoras, roladoras, assassinas, acho que havia umas que eram boazinhas, mas não percebi muito bem, pois apareceu a máquina fatal – Josh Duhamel – e eu acabei desnorteada. Acho que foi a primeira vez que vi um “avião” dentro de um helicóptero. Aqui ainda não havia bocejos, aliás a este ritmo eles nem prometiam aparecer. Quando, eis que surge Shia Labeouf (nome estranho este, ahn?! Cuidado ao ler, que é perigoso), com a sua cara de miúdo prontinho para sair de casa, mal sabia o que o aguardava. Bocejo muitoooo pequeninoooo, porque o rapaz até tem a sua graça.
Minutos depois, liga a raposa Micaela (Megan Fox), Bocejo a crescer, a crescer… A raposa até é engraçada, mas não tem graça nenhuma. Era vê-la com os seus longos cabelos negros, e sempre com os lábios entreabertos e cheios de gordura, (sou boa, fantástica, maravilhosa). Ela bem queria que o Sam lhe desse um beijinho, mas só queria saber das máquinas.
Porque será que entra uma actriz ao estilo da raposa, num filme destes?! Não consigo conceber. Pois durante o filme todo a rapariga não fez nada, a não ser vestir e despir, aliás mais despir que vestir, abrir a boca empastada com uma gordura reluzente, e lançar aqueles olhos de carneirinho mal morto ao labeouf. Eu estive sempre à espera que ela se saísse com alguns truques de kung-fu ou taekwondo, para mandar a baixo um decepticon, mas nada! A moça só passava em câmara lenta, em poses menos próprias para menores, e ainda por cima na luta final tiveram que andar com ela pela mão, porque a rapariga só atrapalhava. O maior bocejo de todos.
OMD, será que só eu consegui me aperceber que a raposa não estava ali a fazer nada?! Para embelezar já estava o Josh que deve saber a mel.
Bem, a causa dos meus bocejos (que também atribuo ao mau olhado) começou aqui, e promete continuar. Uma experiência a não repetir!

1 comentários:

Paula disse...

É o que eu digo! O cinema também está em crise. Tragam-me um filme de jeito, uma históriazinha de fazer chorar as pedras das calçadas porque isto de robot's e gajas boas já deu o que tinha a dar!